Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

riscos_e_rabiscos

.

.

Porque não me quero calar.

Não estou presente fisicamente na manifestação mas estou lá de alma e coração.

Porque estou farta de tanta exploração, porque estou farta que o meu parco ordenado seja só para pagar despesas, porque se não fossem os meus pais não tinha o que comer, porque estou farta desta m*rda deste governo e da Troika, porque estou farta que estes governantes de m*rda só pensem em números e não em pessoas...

 

Junto-me, à hora marcada, a todos os que se encontram na manifestação para entoar "Grândola Vila Morena"...

Grândola Vila Morena

Zeca Afonso

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

 

Dentro de ti, ó cidade

O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

 

Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

 

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena

 

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade

 

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

Ó Relvas, emigra!

Não costumo falar de política ou de políticos aqui no blog mas desta vez não resisto. Já tinha visto o novo "episódio Miguel Relvas" ao almoço na televisão mas sem grande atenção. À noite vi com atenção.

 

Devo dizer que fiquei impressionada com mais uma figura ridícula de Miguel Relvas. Não consigo esquecer aquela raiva contida, o sorriso amarelo para disfarçar a vontade de trucidar os alunos do ISCTE que entoavam o "Grândola Vila Morena" e que não permitiam que falasse. Diz o povo que a emenda é pior que o soneto e com razão pois para fazer jus à máxima se não os podes vencer, junta-te a eles, decidiu acompanhar os estudantes na bela canção tão carregada de simbolismos. Até aqui tudo bem, mas o que estragou tudo foi nem sequer saber a letra! 

 

Ò Miguel, onde estavas tu no 25 de Abril? Já estavas em Portugal, não? Nunca ouviste rádio? Mais, fazes parte da população portuguesa (atenção, não digo povo!)? Qualquer português ainda que iletrado sabe o refrão da canção e tu, um aluno de tanto gabarito que passou por tantas licenciaturas, nunca te ficaram as palavras no ouvido? Amigo, há situações em que mais vale estar calado e sossegadinho. Aceita este conselho.

 

Se eu fosse a ti, depois de fazeres tantas figuras ridículas, seguia o conselho do teu amigo Passos Coelho: emigrava! Não fazes cá falta.